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segunda-feira, agosto 27, 2012

BIOMA PAMPA

 Amigos,
Tudo o que escrevemos, assistimos, aprendemos, cantamos e internalizamos como hábitos que nos orgulham e identificam como gaúchos está relacionado diretamente com a PAMPA.
E a PAMPA é um Bioma que está sofrendo com a devastação, extinção de espécies da flora e fauna e transformação de suas características fundamentais. Assim como ocorre em outros biomas, fatores ecolólogicos acabam por ser negligenciados por falta de diversos incentivos à preservação aos quais não me aprofundarei. O que acho importante ressaltar é que a identidade do povo Rio Grandense se constitui na base natural do Pampa.
Por isto, escrevo estes parágrafos visando chamar a atenção para ações de pessoas que estão trabalhando em defesa deste patrimônio...
Tem muita coisa sendo feita mas para "Empeçar" a prosa, recomendo conhecerem mais sobre o Instituto Pampa Brasil. http:\\pampabrasil.org.br   

terça-feira, julho 31, 2012

Músicas de Folclore Argentino

Amigos, Compartilho com vocês um link que está disponível no Blog e que permite aos apreciadores de música Gaucha (sem acento..hehe) que ouçam a programação de uma rádio nativa ou  folclórica, da Argentina. Acredito que ao ouvir a programção diretamente desta rádio é possível compreender melhor as opiniões, contexto e conteúdo fonográfico produzido naquela região pela perspectiva do povo que vive lá e produz a rádio. Diferente, nem melhor e nem pior mas, diferente de ouvirmos o conteúdo do folclore Argentino que está disponível em vídeos no you tube ou em programas disponíveis em rádios ou web rádios que não são originalmente Argentinas. Bom proveito !

Um pouco de informação sobre o surgimento da RADIO DEL FORO FOLKLÓRICO ARGENTINO, que extraí do próprio site da rádio.

La radio del foro surgió como una propuesta de comunicación de un grupo de amigos con el común interés de escuchar, compartir y difundir música folklórica argentina, es decir, no es una propuesta comercial, sino simplemente un espacio para compartir, disfrutar, recordar viejas y conocer nuevas creaciones: algo así como una guitarreada con mates incluidos.
A partir de nuestro encuentro en el Foro del Folklore Argentino, decidimos que, además de compartir opiniones y sentimientos relativos a nuestra música, podíamos ampliar nuestra comunicación a través de eso que precisamente nos unía: la música, sus intérpretes, sus distintos ritmos, sus letras y sus mensajes.

Así nació en principio la idea de una radio en Internet, y luego, su realización, que es esta propuesta que ustedes aquí pueden disfrutar.

sábado, dezembro 10, 2011

Guasqueiro.blogspot - A Cultura Gaúcha nos pagos de Pelotas

Boleadeira é uma espécie de funda, uma arma muito utilizada pelo gaúcho criada em 18 de fevereiro de 1603 para caçar nas grandes pradarias do pampa riograndense, uruguaio e argentino. Era lançada nos pés do animal enquanto ele corria, causando-lhe assim a queda e possibilitando ao caçador ir ao local dessa queda e matar o animal.
A boleadeira é composta de bolas metálicas ou pedras arredondadas (bolas ou boleadoras em castelhano) amarradas entre si por cordas tendo em cada uma das extremidades uma das bolas, em comparação com o lariat ou riata do cowboy.
Lançadas girando sobre si, elas vão ao encontro do alvo, geralmente as pernas de um animal quadrúpede, que leva um tombo na hora, ficando imobilizado. Usada normalmente na captura do gado na campanha, as boleadeiras também foram mais tarde utilizadas na guerra.
A boleadeira é a herança que as tribos autóctones da região do Plata deixaram aos gaúchos. Entre todos os utensílios de caça e/ou armas utilizados pelos gaúchos, nenhum é mais característico e mais peculiar que a boleadeira.
Não há dúvidas de que os espanhóis, e os europeus em geral, desconheciam totalmente o uso da boleadeira ao iniciar a conquista do continente americano.
 BoleadeirasAinda que as investigações arqueológicas permitam afirmar que o uso foi conhecido na Europa, Ásia e África, é evidente que isto aconteceu na pré-história, posteriormente sendo esquecido.
Na América do Norte e outras regiões da América correu algo parecido; deste modo, com exceção da área compreendida pelo antigo império Inca e suas zonas de influência (Equador, Peru e Bolívia), todos os atuais territórios argentino e uruguaio e a região sul do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, apenas os nativos da Groenlândia as conheciam, em uma versão mais leve, utilizando-as para a caça de aves em voo.

fonte: internet, Wikipedia.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Curiosidade: Coca-Cola investe no mercado de chimarrão da Argentina

Pela segunda vez em menos de uma década, a Coca-Cola está tentando entrar no mercado de erva-mate da Argentina. A volta ao mercado ocorreu nesta semana com o lançamento de La Vuelta (A Volta), uma marca de erva para o chimarrão, infusão consumida em 90% das residências argentinas. O mercado que La Vuelta enfrentará é disputado por 60 marcas, a maioria de empresas tradicionais da Argentina, país que produz 60% do total da erva-mate do mundo.

O costume de beber chimarrão existe na Argentina há quatro séculos. No entanto, cresceu mais ainda com a crise econômica de 2001-2002, já que a erva-mate é muito mais barata que o café ou o chá. Cada argentino consome anualmente sete quilos de erva-mate, mas compra somente um quilo de café por ano. No vizinho Uruguai, o consumo é mais elevado, já que chega a 2,2 quilos de erva per capita por mês, volume que coloca os uruguaios no topo do ranking mundial de bebedores de chimarrão. O mate está presente em 98% dos lares uruguaios.

Ali, La Vuelta passou por sua primeira prova de fogo, quando foi lançada em setembro de 2009. Para conquistar os consumidores, há poucos meses a marca lançou uma embalagem pequena, de 100 gramas, destinada ao público que quer experimentar o produto pela primeira vez. O desembarque da Coca-Cola no mercado da erva-mate no Uruguai desatou uma corrida publicitária entre as marcas existentes. Segundo a consultoria Mindshare, desde o lançamento de La Vuelta no Uruguai as empresas investiram 60% a mais em publicidade. Em um ano, La Vuelta conquistou 2% do mercado. O plano é chegar a 5% no início de 2012.

As informações são do jornal O Estado de São Paulo. 

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Uma conversa com um semeador da cultura gaúcha


Faltou tempo para colocar todos os assuntos em dia. Mas o importante foi falado. Com um abraço, um aperto de mão e um chimarrão de erva boa, no final da manhã de sábado, fomos recebidos pelo casal João Ermelino de Mello e Carmen Beatriz Kraemer em sua casa, em Campo Grande, a capital do Mato Grosso do Sul.
O convite para a visita foi deixado por ele no site do Brasil de Bombachas, uma reportagem que conta a história dos gaúchos que povoaram as terras ao norte do Rio Uruguai. E que, 16 anos depois da sua publicação, está percorrendo os caminhos abertos pelos pioneiros para conversar com os seus filhos.
Por pouco, o encontro não acontece. Mello enviou o telefone para contato do seu escritório, que fica vazio no sábado. Eu não sabia. Então fiz várias ligações na esperança e ninguém atendia. Pensei que estivesse viajando. Ele também não havia respondido o e-mail que enviei confirmando o encontro com o número do meu celular. Chegamos nas proximidades de Campo Grande e o motorista Everton de Jesus perguntou:
— Daí meu? Vamos embora ou ficamos esperando?
Sem muita vontade, eu disse:
— Toca, vamos embora.
O fotógrafo Mauro Vieira acrescentou ao meu comentário:
— É uma pena. O encontro daria uma bela foto.
Segundos depois, tocou o celular. Era o Mello,  que havia aberto o e-mail naquele momento. Perguntou onde nós estávamos. Respondi que estávamos passando por Campo Grande e reclamei de que ninguém havia atendido o telefone. Ele responeu:
— Tchê, não é que na correria acabei colocando apenas o telefone do escritório, onde não há ninguém hoje. Me desculpa.
Respondi:
— Só se tiver um mate de erva boa.
Mello é um semeador de CTGs nas terras desbravadas pelos gaúchos. Missioneiro, de Santo Ângelo, em 1978, ele convenceu Carmen a soltar o conforto de um casa bem estrutura pela aventura de desbravar o Mato Grosso do Sul. Foram tempos difíceis.
Hoje, o casal tem três filhas. E gastam uma boa parte do tempo investindo na preservação dos laços culturais dos desbravadores e seus descendentes com o Rio Grande do Sul. As observações feitas vem revestidas do conhecimento da realidade local atualizada por ser ele um pessoa que circula todas as semanas pela região no exercício do seu ofício. O conteúdo completo da conversa fará parte de uma reportagem.
Mas a maior parte da conversa não foi uma entrevista. Foi como se estivéssemos ao redor do fogo de chão colocando os assuntos em dia. O casal é leitor da zerohora.com.
Deixando para trás um arroz carreteiro, com cheiro maravilhoso, por já termos marcado uma entrevista em São Gabriel do Oeste, a uns 150 quilômetros dali, nós seguimos a viagem rumo ao norte do Brasil. Um buenas e até mais, dito a maneira do gaúcho, foi a despedida.
Fonte: Brasil de bombacha.