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domingo, julho 28, 2013

A dança Gaúcha... de 3 pátrias

Não há porque teimarmos dizendo que não é dança Argentina. É sim!
Mas também é Uruguaia e Brasileira -Rio Grandense. Heranças guerreiras que a história registrou e conta!



quinta-feira, julho 19, 2012

"El Sentimiento de Abrazar" - Raúl Barboza

Raúl Barboza, também chamado como Raulito Barboza, é um conhecido acordeonista Argentino. Sua especialidade é o Chamamé... chamamé Argentino e que se expande até chegar pela pampa Gaúcha.

Vídeo de Produto Cultural Gaúcho.

quinta-feira, março 24, 2011

Rio Grande do Sul



Vem conhecer os verdes campos orvalhados, o chimarrão bem cevado em volta de um fogo de chão...sentir de perto o amor de um povo hospitaleiro e o calor de um braseiro dentro de um coração..

terça-feira, março 15, 2011

O HOMEM SUL-RIO-GRANDENSE

Como resultado do caldeamento das três raças, branca, vermelha e negra, surge o homem sul-rio-grandense, também chamado genericamente de gaúcho.
Os brancos eram, até 1823, portugueses, brasileiros, sendo estes oriundos de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Curitiba e Laguna, espanhóis, ilhéus (açorianos e madeirenses). Mais tarde chegaram os imigrantes alemães e italianos. Há o registro de outras etnias brancas européias no caldeamento do gaúcho, mesmo que com menor expressão, como os poloneses, os ucranianos e os judeus.

Os vermelhos eram os primeiros habitantes desse território, representados pelas diversas tribos indígenas. A eles são atribuídas algumas características do gaúcho, tais como o apego à terra, o gosto pela liberdade e hábitos como o do chimarrão, do uso do laço e das boleadeiras, mas uma das contrições relevantes dos indígenas está na adoção da língua especialmente para identificação de acidentes geográficos.

Os negros, escravos, trazidos pelos portugueses e pelos brasileiros, mesmo que tivessem sido utilizados nas estâncias e nas cidades, tiveram a maior concentração nas charqueadas do litoral sul, especialmente na região de Pelotas, a partir de 1780. O negro foi excelente peão de estância, domador, laçador e carreteiro. Nas guerras o negro sempre entrou à força e apesar disso, sempre foi excelente soldado. Como em outros lugares, aqui também o negro se insurgiu contra a escravidão e formou diversos núcleos quilombolas.
Do negro herdamos pratos da culinária, como a feijoada o mocotó e o quibebe. Do linguajar foram incorporadas palavras como cacimba, sanga, matungo e xerenga. A dança do bambaquerê, o tambor e o Batuque ou Nação, são de origem africana.

Borges Fortes descreve assim o gaúcho:
“O tipo humano rio-grandense é trabalhador, audacioso, empreendedor e alegre. Alimenta-se bem, abriga-se bem. É sentimental e extremamente apegado à sua terra. Tem, às vezes, sentimentos exagerados; capaz de reações violentas e de atitudes enternecedoras.
Sua alma de brasileiro não sofre nenhuma restrição em face do grande amor ao torrão gaúcho. É patriota e dedicado aos interesses nacionais coletivos.”

No geral, os costumes do sul-rio-grandense são simples. No Rio Grande do Sul não se formou nenhuma casta de grandes senhores, mesmo diante das diferenças sociais oriundas do acesso à terra e aos bens, tanto proprietários e detentores do capital, quanto operários e peões desfrutam dos mesmos sentimentos de liberdade, igualdade e respeito mútuo.
A descrição que Manoelito de Ornellas faz do gaúcho da pampa, comparando-o ao “beduíno”, nos dá uma visão bastante clara de como era constituída a sociedade inicialmente formada no Rio Grande do Sul:

“Se partir para a guerra, já não lhes ficavam a china e os piás à espera do regresso. (...) Nada mais parecido à tenda do deserto do que esse lar de improviso, que não criava raízes nem compromissos com a terra. O gaúcho jamais teve a preocupação do conforto, que podia ver e observar no antepassado europeu. Não herdou a tendência agrária, a arte da cerâmica ou ainda algumas formas rudimentares de indústrias de outros índios sul-americanos”.
O mesmo autor prossegue na descrição do gaúcho, tratando da formação da personalidade que o caracterizava, afirmando:

“Cada família e dentro de cada família cada individuo bastava-se a si próprio, graças aos recursos do meio ambiente excepcional, uma vez que o homem contava com o cavalo como meio de locomoção e com os rebanhos de distintas espécies como base de sustento. (...) como os árabes, desprezava e subestimava a agricultura, que exigia esforços e atenções permanentes. Todas as suas atividades derivavam de sua obrigatória condição de pastor e ginete. Daí a vocação nômade”.

Percebem-se, pois, notadas diferenças entre o homem da campanha (gaúcho primitivo) e aquele que veio habitar as regiões da agricultura de pequenas lavouras – o colono. As diferenças entre os dois tipos sociais não se restringem ao aspecto da agricultura, mas se estende para a “ética do trabalho”, envolve a questão religiosa e de vinculação com a igreja, atinge o sistema de vínculos intrafamiliares e o comportamento social dos indivíduos.

A primeira “intromissão” no meio do gaúcho primitivo se dá com a chegada dos casais açorianos que, mesmo adaptando-se a vida campeira e desviando o objetivo inicial de cultivo da terra, implantou o modelo de fixação da família numa propriedade. Depois vieram os colonos europeus que absorveram muitos hábitos e algumas características da personalidade do gaúcho primitivo, dando a este, em troca, a sua contribuição cultural e o seu método de trocas e de comércio.

Não há como contestar ou ignorar que o gaúcho foi sendo moldado com o tempo. O intercâmbio comercial, a miscigenação racial e a troca permanente de experiências entre as diversas comunidades já estabelecidas ou recém criadas, proporcionaram as condições para o surgimento de um novo gaúcho, com as mais variadas heranças culturais.
Os europeus das etnias alemã e italiana, que aqui aportaram, têm hábitos semelhantes. São patriarcais em seus costumes familiares. São fortemente religiosos, comemorando as datas festivas de seus antepassados e cultivam a convivência social em torno das igrejas e dos grandes salões comunitários.

Aos imigrantes alemães devemos as festas do Kerb (três dias e três noites de festa na consagração das igrejas), as casas no estilo enchaimel, o jogo do bolão, a popularização do teatro de fantoches, a salsicha, o chucrute, a chimier, o café colonial com suas cucas e tortas, o requeijão, o xote ou chote carreirinha e várias canções.
Os italianos chegaram ao Rio Grande do Sul a partir de 1875. A data oficial da imigração italiana é 20 de maio de 1875, mas antes disso já haviam chegado muitos imigrantes que se fixaram em Porto Alegre e na atual região metropolitana.
Inicialmente foram criadas as colônias de Dona Isabel (hoje Bento Gonçalves) e Conde d’Eu (hoje Garibaldi). Em 1875 foi criada a colônia chamada de Fundos de Nova Palmira, que em 1877 passou a chamar-se Colônia Caxias (atual Caxias do Sul).
Em 1877 foi criada a quarta colônia, ocupando terras de matas nas proximidades de Santa Maria, surgindo assim a Colônia Silveira Martins.
Para a formação da sociedade gaúcha, é relevante a observação que fazem Dorvilio Costa e Luís de Boni:

“A região de colonização italiana no Rio Grande do Sul, ao contrário da quase totalidade dos grandes centros de imigração italiana no mundo, compunha-se principalmente de famílias. Em outras partes, como, por exemplo, em São Paulo, na Argentina, nos Estados Unidos e até no norte da África, encontram-se números elevados de solteiros e de casados que deixaram as famílias na Itália e partiram sós”. Essa característica explica, em parte, a preservação dos hábitos, dos costumes e dos dialetos italianos no meio gaúcho.
O imigrante italiano tinha forte sentimento religioso com suas festas religiosas e seus capitéis, os pratos típicos como a polenta, as massas, os embutidos a base de porco, queijos, manteiga, o pão de trigo e muitas saladas. As uvas e os vinhos são típicos da região de colonização italiana. A indústria vinhateira se constituiu na mais importante produção agrícola, contribuindo grandemente no acumulo de capital que proporcionou, juntamente com o acumulo resultante dos lucros do comércio, a instalação do parque industrial.
O jogo da mora, os jogos de cartas com baralho espanhol como a “bisca”, o “trissete”,o “quatrilho” e a “escova”, o jogo da bocha, o “filó” e as cantorias são elementos importantes de socialização dos imigrantes italianos.
De uma forma simples podemos dizer que o gaúcho não é uma etnia genética, mas se tornou uma “etnia cultural” resultado da perfeita miscigenação das diversas etnias que aqui estavam ou se estabeleceram a partir de 1624.
Fonte: IGTF. Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore

terça-feira, janeiro 25, 2011

Academia de dança - OS CHIMANGOS

Europa 2011

Tornée Europa /2011

Os Chimangos preparam sua 7ª tournée pela Europa para o período de 07 de

fevereiro a 01 de março. O grupo levou seu espetáculo a Europa nos anos de 1987,
1991, 1995, 1999, 2003 e 2009.

Desta vez o roteiro inclui shows na Hungria, Romênia, Eslováquia, Suíça e França.

Compõe o grupo que viajará 22 dançarinos, uma diretora e os músicos César
Oliveira, Edilberto Bérgamo, André Teixeira e Ivan Letelier.
O repertório do grupo é composto por 27 danças folclóricas latino-americanas:
Dança das Avestruzes, Anú, Tatu novo, Tirana do lenço, Chimarrita, Tatu velho,
Ratoeira, Chula, Galopera, Malambo Sureño, Zamba de Mi Esperanza, Zamba de las
Tolderias, Chacarera Del rancho, Huella, Firmeza, Malambo norteño, Taquirari,
Bailecito, Carnavalito, Chamamé, Favo de mel, Balaio, Pezinho, Xote de
carreirinha, Dança dos Facões e Pericón.