Mostrando postagens com marcador Erva Mate. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Erva Mate. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, maio 20, 2011

A Erva Mate - Museu do Paraná

Consumo e Exportação da Erva-Mate
Até o início da Primeira Guerra Mundial, o mate manteve-se como o esteio econômico do Paraná, sendo após superado pela madeira que assume a condição de principal produto comercializado no Estado. Na época, o Paraná contava com mais de 90 engenhos destinados ao beneficiamento da erva-mate, sendo exportado sobretudo para o mercado platino.
Atualmente, o Estado do Paraná apresenta 176 municípios ervateiros, distribuídos em 11 núcleos regionais de administração. São eles: Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Francisco Beltrão, Guarapuava, Irati, Ivaiporã, Pato Branco, Ponta Grossa, Toledo e União da Vitória.
Os principais consumidores internos do mate brasileiro são os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Durante a década de 1970, o Rio Grande do Sul apresentava-se como o principal estado produtor do mate brasileiro. A partir dos anos 70 o Paraná aumenta sua participação na produção nacional, sendo hoje o principal estado produtor, seguido por Santa Catarina.
As exportações do mate brasileiro cancheado e beneficiado destinam-se principalmente para o Uruguai e a Síria, nossos principais mercados. A erva-mate atualmente é exportada de várias maneiras: cancheada, beneficiada, solúvel e em extrato/essência/concentrado.
A maioria da erva-mate ofertada hoje provém do processo mecânico, onde todas as operações são efetuadas automaticamente e em pouquíssimo tempo, desde o sapeco até o empacotamento do produto. Ainda em uso, o processo manual vem sendo abandonado gradativamente. Para o pequeno produtor conseguir atingir as vantagens do processo mecânico, o sistema de cooperativa é o meio mais viável, pois diminui o preço das instalações fazendo-se o cancheamento mecânico em conjunto.
Além das tradicionais destinações da erva-mate (chimarrão, chá, refrigerante), começa a crescer a utilização da erva na indústria química (tintas e resinas, medicamentos, desinfetantes e outros produtos), embora essa utilização seja ainda reduzida, além de sofrer concorrência de outras matérias-primas.
A erva-mate é submetida a normas legais para o processamento industrial, desde a área produtiva até atingir o consumidor final. São estabelecidas pelo Governo Federal, através do Ministério da Saúde e do IBAMA e pelo Governo do Estado do Paraná, através da Secretaria da Saúde e da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. A portaria nº 118, de 12 de novembro de 1992, do IBAMA regulariza a exploração e a comercialização da erva-mate. A exploração da erva-mate deve seguir técnicas que visem aumentar a produção de folhas e diminuir os danos aos ervais. Acerca da comercialização (bruta, semi-elaborada ou beneficiada), a portaria estabelece os seguintes tipos e padrões: bruta verde, cancheada não padronizada, cancheada padronizada, cancheada padronizada semi-elaborada e beneficiada (chimarrão ou chá).
A erva-mate destinada ao mercado interno deve apresentar na embalagem a identificação do fabricante, o número de registro no IBAMA e a menção do nome, tipo e padrão do produto.
A erva-mate destinada ao mercado externo deve obedecer, além de à legislação nacional, àquela relativa às relações comerciais internacionais.
As pessoas físicas ou jurídicas envolvidas no beneficiamento e/ou comercialização da erva-mate são obrigadas a fornecer ao IBAMA anualmente, até 15 de fevereiro, informações sobre o consumo e a produção.

Fonte: Museu do

terça-feira, março 15, 2011

LENDAS - A LENDA DA ERVA MATE

Havia um velho índio da nação Guarani que já não poderia ir à floresta caçar e enfrentar o jaguar, e nem poderia ir à guerra, porque as pernas não mais o ajudavam.
O índio velho vivia, num canto da cabana e era cuidado carinhosamente por uma filha solteira, bonita, que se chamava Yari. Certo dia, chegou um viajante que foi muito bem tratado pelo ansião guarani e por sua linda filha Yari. Na hora de dormir, Yari cantou como uma pomba rola, a fim de que o viajante repousasse no melhor dos sonos. Quando este despertou, grato, ao reiniciar a caminhada, confessou ser um emissário do Deus Tupã e quis oferecer como recompensa a seus hospedeiros o que lhe pedissem, fosse o que fosse.
O velho guerreiro, pensando na filha, pediu que o mago lhe desse algo capaz de restituir as suas forças, para que Yari, livre de lhe dar cuidados pudesse enfim se casar pois, era cobiçada pelos valentes da tribo.
O enviado de Tupã entregou então ao velho índio uma rama da árvore de Caá para o ancião tirar dela a seiva , beber em infusão de água e ficar forte de novo, o que aconteceu. Yari foi entregue a divindade dos ervais e recebeu o dom de protetora da raça Guarani.
A bela donzela passou, então a ser chamada de Caá -Yari, a deusa da erva mate.

Fonte: Revista Vida Regional

terça-feira, janeiro 18, 2011

Curiosidade: Coca-Cola investe no mercado de chimarrão da Argentina

Pela segunda vez em menos de uma década, a Coca-Cola está tentando entrar no mercado de erva-mate da Argentina. A volta ao mercado ocorreu nesta semana com o lançamento de La Vuelta (A Volta), uma marca de erva para o chimarrão, infusão consumida em 90% das residências argentinas. O mercado que La Vuelta enfrentará é disputado por 60 marcas, a maioria de empresas tradicionais da Argentina, país que produz 60% do total da erva-mate do mundo.

O costume de beber chimarrão existe na Argentina há quatro séculos. No entanto, cresceu mais ainda com a crise econômica de 2001-2002, já que a erva-mate é muito mais barata que o café ou o chá. Cada argentino consome anualmente sete quilos de erva-mate, mas compra somente um quilo de café por ano. No vizinho Uruguai, o consumo é mais elevado, já que chega a 2,2 quilos de erva per capita por mês, volume que coloca os uruguaios no topo do ranking mundial de bebedores de chimarrão. O mate está presente em 98% dos lares uruguaios.

Ali, La Vuelta passou por sua primeira prova de fogo, quando foi lançada em setembro de 2009. Para conquistar os consumidores, há poucos meses a marca lançou uma embalagem pequena, de 100 gramas, destinada ao público que quer experimentar o produto pela primeira vez. O desembarque da Coca-Cola no mercado da erva-mate no Uruguai desatou uma corrida publicitária entre as marcas existentes. Segundo a consultoria Mindshare, desde o lançamento de La Vuelta no Uruguai as empresas investiram 60% a mais em publicidade. Em um ano, La Vuelta conquistou 2% do mercado. O plano é chegar a 5% no início de 2012.

As informações são do jornal O Estado de São Paulo.